segunda-feira, abril 15, 2024

Como ficam os financiamentos imobiliários e consórcios com o aumento da Selic?

Share

Aumento da Selic

Financiamentos imobiliários

Neste ano de 2021 estamos acompanhando um cenário bastante inusitado: alta inflação com baixo consumo. No entanto, o Copom (Conselho de Políticas Monetárias) parece não estar fazendo a leitura correta da situação.

Afinal, a Selic já sofreu 4 aumentos consecutivos somente neste ano, sendo que o último aumento foi marcado por ser o maior dos últimos anos. Ou seja, o conselho aumentou a Selic em 1 ponto percentual, saindo de 4,25% ao ano para 5,25%.

No entanto, a situação ainda pode ficar pior, pois a expectativa dos analistas de mercado é que a taxa básica de juros chegue a 8% no final deste ano. Com isso, diversos setores poderão sofrer um impacto bastante alto, dentre eles os financiamentos imobiliários.

CARTÃO NEON
CARTÃO DE CRÉDITO

CARTÃO NEON

SEM ANUIDADE
 
FÁCIL ACEITAÇÃO
Cartão de crédito Visa, sem custo e lindo
Você permanecerá no site atual

Como a Selic afeta os financiamentos imobiliários?

Quando os bancos determinam a taxa de juros dos financiamentos imobiliários eles levam em consideração diversos fatores, sendo que a expectativa dos juros futuros é o que mais pesa na hora de determinar as taxas.

Hoje, segundo o Banco Central, as taxas médias de crédito imobiliário estão em torno de 7,5% ao ano. Isso diante de uma Selic a 5,25%. Ao pensar em um aumento da taxa básica de juros para 8% é possível que os juros do financiamento imobiliário superem os dois dígitos.

Portanto, tanto na modalidade SAC (Sistema de Amortização Constante) quanto na modalidade Price (Sistema de Amortização Crescente), o aumento na taxa de juros encarece o valor pago pelo comprador do imóvel no decorrer dos anos.

Sendo assim, essa perspectiva de aumento na taxa de juros futura tira a atratividade de quem deseja adquirir um imóvel, o que consequentemente acaba desestimulando o setor gerando menos emprego e renda.


Veja também:


Como fica o setor da construção civil diante do aumento da Selic?

Com o aumento da taxa Selic há um desestímulo ao financiamento de imóveis. Portanto, com essa queda na procura, os preços de imóveis tendem a cair ou então se manterem estáveis. E isso pode representar um bom momento para quem tem poder de compra.

Pois, com preços mais atrativos, quem tem condições de fazer uma compra de imóvel à vista, poderá encontrar boas oportunidades no mercado. Além disso, o momento também torna o consórcio uma boa opção para quem deseja fazer uma compra de longo prazo.

É importante entender que o consórcio possui uma taxa de administração fixa pelo prazo integral, o que é diferente dos juros compostos do financiamento. Por isso, o valor final de pagamento será bastante reduzido.

Dessa forma, o que deverá acontecer nos próximos meses é uma migração de financiamento imobiliário para o consórcio, embora seja inevitável uma queda na procura, visto que o financiamento é o maior impulsionador do setor.

Não vale mais a pena financiar um imóvel?

Para quem deseja financiar um imóvel, o momento ainda segue oportuno, uma vez que as últimas altas na Taxa Selic ainda não impactaram diretamente os juros do financiamento imobiliário. No entanto, é importante não demorar.

Afinal, a expectativa é que logo na próxima reunião do Copom tenha uma nova elevação da Taxa Selic. Ale Boiani, CEO, gestora e fundadora do grupo financeiro 360iGroup, destaca que embora ainda seja um bom momento para financiar, é importante levar em consideração a possibilidade de fazer uma carta de crédito.

Até porque, com a queda na procura, haverá mais oferta no mercado, e praticamente pagando uma taxa bem baixa, o comprador conseguirá encontrar boas alternativas para investir. Portanto, o momento pede análise e cautela.

Gostou deste artigo? Então não deixe de compartilhar com todos os seus amigos e parentes nas suas redes sociais e nos ajude a disseminar o conhecimento.

José Carlos Sanchez Júnior
José Carlos Sanchez Júnior
José Carlos é escritor e redator com formação acadêmica em Administração de Empresas e MBA em Gestão Financeira Controladoria e Auditoria formado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Read more

Local News