Renda Cidadã: quais serão os impactos deste programa?

Conheça o novo programa social do governo federal, o Renda Cidadã. Ele deverá substituir o Bolsa Família, e tem proposta de ampliar a rede de beneficiários.

Renda Cidadã

renda cidadã

Um novo programa para a área social está sendo criado: o Renda Cidadã. E o seu objetivo é substituir o Bolsa Família.

De acordo com o próprio governo, esse programa pretende ampliar o número de beneficiados, inclusive aumentando o valor do benefício.

Até alguns meses atrás, ele estava sendo chamado de Renda Brasil, e a iniciativa partiu justamente por conta do auxílio emergencial.

Devido à crise causada pela pandemia do novo coronavírus, o governo foi obrigado a criar um benefício para ajudar profissionais liberais e autônomos neste momento.

O auxílio emergencial teve, portanto, um papel fundamental na economia. E o governo entendeu isso.

Há, no entanto, quem questione se o Renda Cidadã não está sendo criado pensando na popularidade do presidente e na reeleição.

Contudo, independentemente da finalidade, a verdade é que programas de distribuição de renda são extremamente importantes para o país.

Por que esse programa é tão importante?

Quem é mais velho lembra como era o Brasil antes do Bolsa Família. Tínhamos milhares de pessoas vivendo na extrema pobreza.

Agora muitas mães podem alimentar os filhos. E eles melhoraram inclusive o desempenho escolar.

Regiões como o Nordeste começaram a se desenvolver mais por conta desse programa de distribuição de renda.

Entretanto, apesar de ser um bom programa, ele precisa ser melhor desenvolvido. A sua abrangência precisa ser maior.

Além disso há o problema da saída do programa. Hoje não há mecanismos para que as pessoas saiam do Bolsa família.

Alinhar o programa com cursos de formação técnica e preparação para o mercado de trabalho é necessário para que o beneficiado realmente cresça na vida.


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E como será o renda cidadã?

Os detalhes do novo programa de distribuição de renda do governo devem ser divulgados no próximo dia 15 de outubro.

O que se sabe até o momento é que ele deverá ser um pouco mais abrangente que o Bolsa Família.

A ideia do governo é amparar um pouco mais os profissionais liberais que se viram completamente vulneráveis durante a crise.

Com isso, o governo ajuda também a economia. Afinal, esse dinheiro cria um giro econômico que beneficia muito mais pessoas.

Isso seria uma renda mínima universal?

Embora o programa seja extremamente positivo para a distribuição de renda e também para a economia do país, ele não pode ser confundido com um programa de renda mínima universal.

Hoje não existe um país no mundo que aplique essa teoria, embora ela seja amplamente discutida e vista como uma alternativa para melhorar as desigualdades do mundo.

A renda mínima universal consiste, portanto, em um valor equivalente a um salário mínimo.

Ou seja, repassar o mínimo para todas as pessoas.

Por ser um programa universal ele é para todos. Independentemente da classe social.

Porém, só de pensar em um programa de renda para todos dá para imaginar o custo dele.

Desse modo, da ótica fiscal, ele se torna praticamente inviável.

No entanto, há quem diga que o valor desembolsado pelo governo retorna em forma de imposto. Mas ainda não há um consenso sobre isso.

O combate à desigualdade

Programas como o Renda Cidadã ajudam a combater a desigualdade dentro do país.

Dessa forma, as pessoas mais vulneráveis em um determinado momento, não serão rebaixadas a extrema pobreza.

Imagine que alguém perdeu o emprego e não era registrado. O que essa pessoa vai fazer?

Com o Renda Cidadã ela passa a ter uma ajuda até se ajustar novamente no mercado de trabalho.

Por isso, quando alguém cai, ele não vai até o fundo do poço. Vai até o Renda Cidadã, e de lá ele precisa de mecanismos para se realocar.

Inclusive para que a pessoa possa voltar ao sistema financeiro, tendo uma conta corrente em um banco como o Santander ou até mesmo um cartão de crédito.

Portanto, a iniciativa é válida.

Caberá agora ao governo fazer um projeto bem feito que vise realmente a distribuição de renda e não a compra barata de votos para reeleição.

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