Inflação no Brasil deve ser a maior desde o governo Dilma, prevê mercado

A inflação no Brasil deverá ser a mais alta desde 2015 quando o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) foi de 10,67% ao ano. Em 2021, de acordo com o último Boletim Focus, o IPCA deverá ser de 7,11% ao ano.

Publicidade
Publicidade

Inflação no Brasil

Inflação

O ano de 2021 está sendo marcado por uma profunda percepção das pessoas em relação ao aumento de preço no país. Inclusive, nos últimos dias o que mais se viu foram postagens nas redes sociais narrando o fato.

Alimentos, combustível, contas de energia e botijão de gás estão entre os itens cujo preço disparou no Brasil nos últimos anos. Para se ter uma ideia, de acordo com o Boletim Focus da semana, o IPCA deverá terminar 2021 acima de 7%.

Já o IGP-M que é um outro indicador da inflação deverá terminar o ano em quase 20%. Ou seja, não é apenas uma percepção da população, mas sim uma verdadeira alta generalizada de preços capaz de corroer parte da renda dos trabalhadores.

CARTÃO SANTANDER SX
CARTÃO DE CRÉDITO

CARTÃO SANTANDER SX

SEM ANUIDADE
 
FÁCIL ACEITAÇÃO
Cartão de crédito do Santander para quem tem renda de R$ 500.
Você permanecerá no site atual

Inflação deverá ser a maior desde 2015

De acordo com a última estimativa dos analistas de mercado, a inflação oficial do país medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) será algo em torno de 7,11% em 2021. Esse é o maior percentual desde 2015 quando o IPCA foi de 10,67% ao ano.

Publicidade

Até o momento, a inflação acumulada em 2021 é de 4,76% sendo que no mês passado o IPCA teve a maior alta para um mês de julho desde 2002. Só para ter uma base, todas as regiões do país tiveram alta no mês passado.

Publicidade

É importante destacar que a inflação já vem em uma trajetória crescente, sendo que no ano passado ela foi de 4,52% ao ano, a maior desde 2016. Isso acende um sinal de alerta do governo que vem tentando controlar os preços com aumentos consecutivos na Taxa Selic.

Famílias mais pobres sentem mais a inflação

Apesar da alta de preços ser generalizada, as famílias mais pobres sentem mais o peso da inflação do que as famílias ricas. No mês de julho, o crescimento de preços para a classe de renda muito baixa foi de 1,12% no mês, ao passo que para a classe de renda muito alta foi de 0,88% no mesmo mês.

No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa de inflação para as famílias mais pobres foi de 10,05% enquanto para as famílias mais ricas a taxa foi de 7,11%, segundo o indicador Ipea de inflação por Faixa de Renda.

Vale ressaltar que esse indicador divide as famílias em seis faixas de renda e avalia como a inflação afeta mês a mês cada um desses grupos. Segundo a classificação da pesquisa, é considerada classe de renda muito baixa, famílias que vivem com menos de R$ 1.600,50 por mês.

Já as famílias de renda muito alta são aquelas que possuem um ganho domiciliar acima de R$ 16.509,66 por mês. Sendo assim, é possível notar que a inflação atual no Brasil está abrindo um abismo social, deixando o pobre cada vez mais distante do rico.

Soluções para conter o aumento da inflação

Normalmente em um cenário de inflação alta devido ao aquecimento econômico, o aumento na Taxa Selic é capaz de desestimular o consumo e conter o avanço de preços, normalizando assim a economia nos meses subsequentes.

No entanto, quando há um aumento de preços em uma economia de baixo crescimento os desafios são ainda maiores. Pois, o aumento na Taxa Selic por desestimular o consumo pode desencadear uma recessão ainda maior.

Situações como essa demandam decisões mais complexas como redução da despesa governamental, incentivo tributário em determinadas áreas, criação de imposto de exportação para evitar a escassez de produtos no mercado interno e por aí vai.

Como é possível ver, a equipe econômica tem um verdadeiro abacaxi para descascar. Gostou deste artigo? Então não deixe de compartilhar com todos os seus amigos e parentes nas suas redes sociais.