Quem nunca se atrapalhou financeiramente ao entrar no cheque especial? Afinal, por se tratar de um empréstimo sem garantia, os juros cobrados nessa modalidade beiram a exorbitância, ou beiravam.
Isso porque a partir deste mês passam a valer novas regras estipuladas pelo Banco Central para o cheque especial. Apesar de ser uma linha de crédito recomendada apenas para casos de emergência, a verdade é que na hora do aperto muitos brasileiros entram no vermelho.
Pensando nisso, o atual governo criou novas regras do cheque especial visando garantir que ele se tornará mais eficiente e menos regressivo. Ou seja, irá prejudicar menos a população mais pobre. Vamos entender essas regras.
Parcelamento obrigatório no cheque especial
Uma das mudanças que já está em vigor é o parcelamento obrigatório do cheque especial. Nesse caso, clientes que utilizarem mais do que 15% do limite por 30 dias seguidos deverão obrigatoriamente ter a opção de parcelamento disponibilizada pelo banco.
Isso não quer dizer que o cliente seja obrigado a aceitar. Mas, é uma maneira de baratear o custo dos juros com prazos melhores para pagamentos. Essa regra se aplica para dívidas superiores a R$ 200,00 no cheque especial.
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Cobrança de Taxa
Uma outra regra determina que clientes que usarem acima de R$ 500,00 no cheque especial serão taxados em 0,25% sobre o montante utilizado. Essa regra passa a vigorar a partir do dia 01 de Junho de 2020.
A cobrança foi duramente criticada pela OAB que em nota chamou a resolução de “ilegal” e “inconstitucional”. No entanto, as grandes instituições bancárias do país afirmaram que não irão cobrar essa taxa no decorrer de 2020.
O Bradesco chegou a afirmar que cobrará a taxa a partir de Junho, mas ainda assim disse que irá avaliar a forma que será aplicada. O Santander é o único banco que afirmou que irá cobrar a tarifa de 0,25% sobre o valor excedente a R$ 500,00.
Juros mais baratos no cheque especial
A principal novidade nas novas regras é a cobrança de juros. Essa modalidade é conhecida por chegar a cobrar taxas de até 13,5% ao mês de quem utiliza o limite.
A partir de agora a cobrança fica limitada em 8% ao mês no juros do cheque especial. De acordo com o Banco Central essas mudanças corrigirão falhas do mercado nessa modalidade de crédito.
Contudo, é preciso salientar, que os juros apesar da queda, ainda continuam alto comparado à outras modalidades. Por isso, é fundamental evitar o uso, deixando o cheque especial somente para casos de urgência.
As regras passam a valer a partir desta segunda-feira (06). E você, o que achou dessas mudanças? Deixe o seu comentário, sua sugestão e nos ajude a compartilhar o conhecimento!


