O que sobrou dos aplicativos de pagamento?

Nos últimos meses, os apps de pagamentos pioraram consideravelmente os serviços oferecidos aos clientes. Veja o que mudou e o que restou deles.

Apps de pagamentos

Nos últimos anos, os bancos digitais e os aplicativos de pagamentos cresceram de forma exponencial de modo a desburocratizar e facilitar o dia a dia dos usuários, principalmente por não cobrarem taxas.

Porém, os últimos meses não têm sido fáceis para os usuários de aplicativos de pagamentos. Muita coisa mudou desde o início da pandemia, e o que era tão vantajoso, já não é mais.

Afinal, o que sobrou dos aplicativos de pagamentos? Confira mais a seguir.

CARTÃO DE CRÉDITO ITI
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1- Iti Itaú 

O Iti do Itaú, a carteira digital, era um aplicativo bem interessante para quem gostava de gerar milhas gratuitas. Além disso, o app permitia que os usuários fizessem até 10 transferências por mês entre contas Iti, além de também permitir a transferência por meio do cartão de crédito.

Porém, em setembro de 2021, o Iti passou a cobrar pelas transferências. O valor da taxa passou a ser de 1,49% com o cartão de crédito, e 3,99% para cartões de crédito de outros bancos. O que realmente interessava mais era a transferência de Iti para Iti com os outros cartões, já que o cartão do Iti não gerava milhas.

Mas com a cobrança de 3,99%, ficou inviável, e muitos usuários abandonaram o serviço. 

2- Ame Digital

O Ame encerrou o programa de cashback com os postos Petrobrás no dia 1º de maio de 2021. Já em setembro do mesmo ano, mais uma péssima notícia para os usuários: a empresa passou a cobrar 3,59% de taxa nas transferências com o cartão de crédito. Além disso, o Ame ainda cobra mais 1,99% de taxa para pagamento de contas com o cartão de crédito.

Por causa das mudanças, o Ame também deixou de ser atraente para muitos clientes, que deixaram de usar o app. 

3- PicPay

O PicPay foi um dos apps de pagamentos mais utilizados desde o início de 2020, mas aos poucos, também foi acabando. Em junho de 2021, ele aumentou a taxa de 1,99% para 3,59%, e o limite do cartão para quem não era Pro foi reduzido de R$ 800 para R$ 600.

Em dezembro do mesmo ano, esse limite foi reduzido novamente para R$ 500, e desceu ainda mais em janeiro de 2022, indo para R$ 300. E em março, eliminou completamente o limite gratuito para os pagamentos que seriam realizados com o cartão de crédito.

Era de se esperar que uma grande quantidade de usuários também saíssem do aplicativo.

4- RecargaPay

Outro aplicativo que piorou consideravelmente os serviços para os usuários foi o RecargaPay. Em outubro de 2021, quem era cliente do plano Prime+ pagava apenas R$ 19,99 por mês. Mas o limite passou a ser de apenas R$ 1.500 sem taxas, para todos os pagamentos que fossem realizados com o cartão de crédito.

Já os clientes que não assinavam o plano passaram a ter um limite de apenas R$ 300 por mês, somente para quitar o pagamento de contas de consumo com o cartão. Já em fevereiro de 2022, a empresa passou a cobrar uma taxa de 3,49% para o pagamento de contas com o cartão de crédito. 

E por fim, para piorar ainda mais o cenário, a empresa retirou os R$ 300 gratuitos para pagamento de contas de consumo. Somente os assinantes têm, e mesmo assim, o valor de R$ 1.500 foi reduzido para R$ 1.000.

Todas essas mudanças foram prejudiciais aos clientes, sendo que vários apps perderam uma base grande de clientes. Resta esperar para ver se as empresas vão se posicionar de modo a devolver os benefícios nos próximos meses.

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