quarta-feira, junho 19, 2024

Pandemia: mulheres foram as mais afetadas economicamente

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Pandemia

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A pandemia de Covid-19 foi responsável por fazer muitas pessoas perderem renda não só no Brasil mas como no mundo todo. Entretanto, como o Brasil vinha saindo de uma recessão, a situação aqui foi ainda pior.

De acordo com a 5ª edição do Data Nubank, em 2020 62% das empresas com mais de 3 anos de existência lideradas por mulheres fecharam as portas no país, incluindo MEIs. Isso mostra que as mulheres foram as mais afetadas pela pandemia.

Vale destacar que o Data Nubank é uma plataforma de análises e divulgação de pesquisas sobre finanças do Nubank que funciona em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Sebrae.

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Por que as mulheres foram mais afetadas na pandemia?

Um dos motivos que faz as mulheres serem mais afetadas na pandemia é que elas tiveram trabalho dobrado neste tempo. Afinal, passaram a ter que trabalhar em jornada dupla no regime home office.

Isso acontece porque as escolas e creches fecharam as portas, e dentro de casa, as mulheres acabam cuidando mais dos filhos do que os homens. Ou seja, elas passaram a ser duplamente exigidas.

Como consequência, o estresse se torna muito maior, e por estarem mais sobrecarregadas as mulheres acabam tendo menos disposição para a organização financeira, ou para o planejamento das suas empresas.

Vale destacar que mesmo antes do coronavírus se espalhar pelo mundo, as mulheres já eram mais prejudicadas em relação aos homens. Afinal, elas se dedicam cerca de 10,4 horas a mais por semana em atividades domésticas e cuidados com a família.


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Empresas lideradas por mulheres foram as que mais fecharam

Por conta desse aumento na carga de trabalho dentro de casa, as empresas lideradas por mulheres foram as que mais fecharam as portas durante a pandemia. O segundo trimestre de 2020 foi o pior período da crise.

De acordo com dados da PNAD, o número de mulheres empreendedoras em atividades formais e informais caiu 15% no período. Entre os homens a queda foi de 10%, mostrando que as mulheres sentiram mais a crise.

Ou seja, ao comparar os dois percentuais, é possível notar que houve 50% a mais de encerramento de atividades em empresas lideradas por mulheres do que em empresas lideradas por homens.

E quando o assunto é volta à normalidade, também podemos entender que as mulheres terão um caminho um pouco mais árduo pela frente. Ainda mais diante de um cenário de recessão e desemprego alto pelo qual estamos passando.

Como a pandemia afetou a economia brasileira?

Conforme antecipamos, a economia brasileira estava longe da sua melhor fase. Em 2015 o Brasil entrou em uma recessão econômica, e estava atravessando tempos bastante difíceis desde então.

Grande parte das empresas brasileiras estava trabalhando com pouco caixa, e o isolamento social veio para dificultar ainda mais a vida do empreendedor. Embora a vacinação já esteja avançando, teremos um árduo caminho pela frente.

Quando o assunto é igualdade salarial, o relatório Global Gender Gap Report de 2020, feito pelo Fórum Econômico Mundial, mostra que o Brasil figura a 130º posição. O ranking possui apenas 153 países.

Isso quer dizer que as mulheres enfrentam um cenário de desigualdade e discriminação no mercado de trabalho no país. E a pandemia agravou ainda mais esse quadro. Como consequência, teremos muito trabalho pela frente.

Em resumo, com o fechamento das empresas que eram lideradas por mulheres, e com o aumento do desemprego no país, precisaremos de alguns bons anos pela frente para poder dizer que estamos crescendo economicamente novamente.

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José Carlos Sanchez Júnior
José Carlos Sanchez Júnior
José Carlos é escritor e redator com formação acadêmica em Administração de Empresas e MBA em Gestão Financeira Controladoria e Auditoria formado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

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