Entenda de que forma a pandemia afetou o crescimento da mulher no mercado de trabalho

A chegada da pandemia, afetou consideravelmente o crescimento da mulher no mercado de trabalho, regredindo em quase 30 anos a sua participação dentro das empresas, conforme aponta uma pesquisa realizada pelo Ipea.

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Crescimento da mulher no mercado de trabalho

mulher no mercado de trabalho

A participação da mulher no mercado de trabalho vinha crescendo desde o ano de 2012, sendo que a ocupação feminina chegou a 53,3% no mercado no terceiro trimestre de 2019. No entanto, com a chegada da pandemia tudo mudou. 

Em 2020 houve uma queda de 14%, sendo que a ocupação da mulher caiu para 45,8%, sendo esse o menor patamar desde 1991, ou seja, uma regressão de aproximadamente 30 anos. Os dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Recuperar esse atraso não será fácil, e isso ligou um sinal de alerta no mercado: diante de uma grande crise as classes mais vulneráveis acabam sentindo mais os seus efeitos. Isso pode ser visto nos números apresentados acima.

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Desigualdade de gênero é um obstáculo histórico

A desigualdade de gênero é um obstáculo histórico que vinha pouco a pouco sendo superado no Brasil, e que de repente sofreu um retrocesso de aproximadamente 30 anos por conta da chegada da pandemia.

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Só para ilustrar, foi somente no ano de 1932 que as mulheres conquistaram o direito ao voto. Na década de 1960 as mulheres casadas precisavam de autorização do marido para trabalhar. Estamos falando de uma realidade de apenas 60 anos atrás.

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Essa desigualdade começou a mudar com a introdução da Constituição Federal de 1988 que introduziu algumas leis para garantir mais igualdade entre homens e mulheres. Mas, apesar disso, ainda há problemas muito enraizados na sociedade.

Há uma cultura muito forte de que o homem deve ser o provedor do lar enquanto a mulher deverá ser a cuidadora da casa. Enquanto essa cultura não mudar, dificilmente teremos uma verdadeira igualdade de gênero no mercado de trabalho.


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E o que precisa ser feito para mudar essa realidade?

Para que a mudança realmente aconteça é necessário que as empresas promovam ações afirmativas, com processos seletivos voltados exclusivamente para mulheres. Não há outro caminho, ao menos nesse início.

Inclusive, ações neste sentido já estão sendo adotadas por grandes empresas, como a Coca-Cola, que recentemente abriu um programa de mentoria voltado para mulheres com a possibilidade de contratação na sequência.

Dessa forma, políticas de contratação de grávidas, mães e mulheres em cargos de liderança faz toda a diferença. Inclusive, investindo em espaços nos escritórios para que as mães possam deixar os seus filhos e até mesmo amamentar com privacidade.

Benefícios como o auxílio-creche também ajudam bastante, principalmente as mães solteiras que precisam deixar os seus filhos em algum lugar enquanto trabalham. Enfim, sem essas ações inclusivas, veremos a desigualdade de gênero reinar na sociedade.

Trabalho remoto também pode colaborar

O trabalho remoto também pode ser uma excelente opção para as mulheres, uma vez que elas passam a ter tempo para se dedicar à família sem se desligar do trabalho. Contudo, é preciso muito cuidado na adoção desse tipo de regime.

Afinal, de nada adianta oferecer essa possibilidade se o horário comercial não for respeitado, ou se a empresa não oferecer estrutura de equipamentos para que a mulher possa trabalhar com mais qualidade dentro de casa.

Além disso, o aumento da licença-paternidade com a possibilidade de se igualar a licença-maternidade também ajuda a mulher em uma fase difícil da sua vida, pois tira dela a responsabilidade exclusiva pelos cuidados com o recém-nascido.

Essa decisão permite, inclusive, uma maior participação dos dois pais na criação dos filhos. Enfim, é preciso além das leis que já são garantidas na Constituição, conseguir quebrar os paradigmas historicamente enraizados em nossa sociedade.

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