Coronavírus: Trabalhadores informais são os mais afetados durante crise

Embora o coronavírus esteja apenas chegando no Brasil, os trabalhadores informais já estão sentindo na pele os efeitos da crise.

Muitas pessoas estão cancelando sua ida ao cabeleireiro, psicólogo, terapeuta, dentista e até mesmo deixando de usar serviços como o Uber por exemplo. Isso impacta diretamente a renda desses trabalhadores.

Por não possuírem carteira registrada, os trabalhadores informais são os mais afetados durante a crise do coronavírus. Por essa razão, o governo estuda distribuir vouchers de R$ 200,00 para quem não possui carteira assinada.

Os Trabalhadores informais já começam a sentir as dificuldades

Poucos são os brasileiros que hoje possuem uma reserva financeira para um caso tão grave como o que estamos enfrentando neste momento.

A situação ainda promete se agravar, pois o vírus está apenas chegando em nosso país. Serão tempos difíceis, onde o governo precisará expandir gastos públicos para procurar ajudar as pessoas menos favorecidas.

De acordo com o IBGE, no Brasil existem cerca de 40,8 milhões de trabalhadores informais. Ou seja, 43,3% do número de pessoas ocupadas no país são autônomos, que estão completamente desprotegidos pela crise.

Diante desse quadro, o ministério da economia prevê que o problema econômico e social pode ser ainda pior do que as mortes causadas pelo coronavírus. Por isso, o presidente da república, destacou a importância de se evitar uma histeria.

Mas, como evitar uma histeria diante de um vírus que mata cerca de 3% das pessoas que são contaminadas, e que acima de tudo, tem uma taxa de mortalidade bastante alta em idosos? Ninguém dessa forma quer contrair o vírus com medo de passar para algum familiar idoso podendo levá-lo a óbito.


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O Pânico pode gerar um recesso sem precedentes

No entanto, o pânico tende a gerar um recesso econômico sem precedentes. Com a queda no consumo, o comércio tem que demitir e passa a comprar menos da indústria que também precisa demitir, gerando assim um desemprego em massa.

Como o emprego informal já não é capaz de absorver essa massa de desempregados pois tudo estará parado, as pessoas entram em um pânico ainda maior, com medo de morrer de fome.

Estamos diante de um momento histórico da humanidade. Pouco se sabe até onde os pilares econômicos serão afetados e quais serão as classes sociais mais atingidas. Todavia, o liberalismo econômico é colocado em xeque neste momento.

Ou seja, o que será da população sem uma intervenção estatal? E acima de tudo, será que não é o momento do governo pensar em uma renda mínima universal para todos os desempregados e informais?

Os próximos dias serão decisivos para o Brasil. Ao decretar estado de calamidade nacional, o governo poderá expandir os seus gastos acima do previsto em Lei. A expectativa é que a classe mais desfavorecida tenha maiores cobertura neste momento.

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