segunda-feira, março 4, 2024

Digitalização dos bancos é indispensável para se manterem no mercado

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Digitalização dos bancos

digitalização dos bancos

Uma nova Era. Assim podemos definir o tempo que estamos vivendo, principalmente após a pandemia de Covid-19. Agências bancárias que até então pareciam tão indispensáveis em nossas vidas estão se tornando cada vez mais obsoletas.

Segundo um novo estudo da Mambu, fintech de soluções bancárias na nuvem, e da The Financial Times Focus, mais de 71% dos bancos da América Latina e 67% do mundo todo podem perder participação de mercado se não investirem em digitalização.

O estudo intitulado de “Evolua ou seja extinto” ouviu mais de 500 executivos sêniores de bancos do mundo inteiro para entender o que eles pensam sobre o futuro do setor bancário. Quer saber mais sobre esse estudo? Vem com a gente.

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Evolua ou seja extinto

De acordo com o estudo feito pela Mambu em parceria com a The Financial Times Focus, 44% dos executivos da América Latina e 58% do mundo acreditam que os seus negócios físicos estão fadados a acabar nos próximos 5 ou 10 anos.

Para que isso não aconteça, eles precisam mudar drasticamente o seu modelo de negócio, investindo maciçamente na sua digitalização, tornando-se assim um banco digital. Em resumo, as agências bancárias estão com os dias contados.

Só para ter uma ideia, entre os entrevistados mundiais, 53% disseram estar correndo riscos de perder as metas de transformação digital, índice também admitido por 45% dos executivos latinos que responderam à pesquisa.

Segundo o estudo, a crise gerada pela pandemia de Covid-19 foi um dos fatores mais importantes para essa mudança e para o desenvolvimento de estratégias que dizem respeito à digitalização dos bancos.


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Oportunidade para redesenhar a estratégia

Normalmente, os bancos aproveitam essas grandes transformações para redefinir o seu relacionamento com os clientes por meio da inclusão financeira. E a digitalização dos bancos vem justamente garantir isso.

Só para ilustrar, 57% dos executivos entrevistados veem o aumento da inclusão como um dos maiores benefícios para a construção de um modelo bancário centrado no consumidor, através da digitalização.

A pesquisa também mostrou que 83% dos líderes do setor bancário da América Latina concordam em substituir modelos mais conservadores por um propósito social evolutivo e essencial para suas estratégias de crescimento.

No entanto, vale destacar que muitos são os desafios pela frente. Pois, muitos bancos já possuem toda uma estrutura baseada no modelo físico. Isso engloba custos, tipos de profissionais envolvidos e por aí vai.

É diferente de um banco que já iniciou suas operações no mundo digital. Por isso, muitas instituições estão adotando a estratégia de adquirir bancos digitais ao invés de se digitalizar. Isso mostra como há desafios a serem superados.

Processo de digitalização é indispensável

Embora o caminho seja recheado de desafios e muitas vezes o processo seja lento nessa direção, esse é um caminho que todos os bancos tradicionais terão que trilhar se quiserem se manter vivos no mercado.

Os desafios podem ser notados dentro da própria entrevista com os executivos. Para se ter uma base, menos da metade deles descrevem as estratégias digitais dos seus bancos como “maduras” ou “avançadas”.

Sendo assim, a pesquisa sugere que é preciso um maior aproveitamento das oportunidades de inovação com o ecossistema de fintechs. No entanto, alguns líderes visionários enxergam os benefícios da digitalização dos bancos.

Afinal, essa digitalização vai ajudar a melhorar a experiência do consumidor e as metas ESG que são considerados como principais motores de crescimento do futuro. 74% dos executivos do mundo todo acreditam que gigantes da tecnologia como Amazon e Google serão donos das maiores fatias do  mercado do setor bancário em cinco anos.

Portanto, o momento sugere que os bancos comecem a reformular suas estratégias. Gostou deste artigo? Então não deixe de compartilhar com todos os seus amigos e parentes nas suas redes sociais.

José Carlos Sanchez Júnior
José Carlos Sanchez Júnior
José Carlos é escritor e redator com formação acadêmica em Administração de Empresas e MBA em Gestão Financeira Controladoria e Auditoria formado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

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