Auxílio emergencial não paga nem cesta básica

O auxílio emergencial voltou em 2021 e já começou a ser pago para os beneficiários. No entanto, segundo o Dieese, o valor não é suficiente para comprar metade da cesta básica. Entenda!

Auxílio emergencial

Auxílio emergencial

O auxílio emergencial começou a ser pago no último dia 6 de abril. Os novos valores são de R$ 150, R$ 250 e R$ 375 dependendo da situação de cada família. Os maiores valores são pagos para as mães solteiras.

No entanto, apesar da ajuda, o valor não é suficiente para pagar nem metade da cesta básica em alguns estados brasileiros, onde ela chega a custar R$ 640. Só para ter uma ideia, hoje são gastos cerca de R$8,33 por dia com cesta básica.

O segmento de alimentação foi um dos que mais sofreu com a inflação no ano passado, sendo que os alimentos subiram cerca de 15% no período. O cálculo e a informação vem do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, o Dieese.

Novo auxílio emergencial não paga metade da cesta básica

No ano passado os brasileiros viram o seu poder de compra simplesmente se perder, principalmente os mais pobres que possuem um gasto mais concentrado no setor de alimentos. A inflação foi de aproximadamente 15% no segmento.

Fausto Júnior, diretor-técnico do Dieese, destaca que o arroz, feijão e óleo de soja foram os itens que mais colaboraram para a inflação do setor. Ele salienta, que com os R$ 250 de auxílio não é possível comprar a mesma quantidade de alimentos de 1 ano atrás.

De acordo com o diretor-técnico, o novo valor disponibilizado pelo auxílio emergencial não é capaz de atender as necessidades para a manutenção de uma segurança alimentar. E esse deveria ser o principal papel do auxílio emergencial.


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Menos beneficiários vão receber o auxílio

Fora o valor menor, também diminuiu o número de beneficiários que irão receber o auxílio emergencial neste ano. Segundo o próprio Ministério da Cidadania, o governo está trabalhando para estabelecer uma rede de proteção para a população mais vulnerável.

No entanto, os números mostram que menos famílias estão sendo atendidas, e que o número de beneficiários caiu de 70 milhões para 45,6 milhões de brasileiros. Isso é um pouco preocupante.

Ao todo serão pagas 4 parcelas, sendo que a maioria dos beneficiários irá receber R$ 250. Quem receberá menos são os assistidos que moram sozinhos e que nesse caso receberão R$ 150. Já as mulheres mãe de família vão receber R$ 375. O benefício será pago de acordo com a seguinte tabela:

ministerio cidadania
Imagem: ministério da cidadania

Pesquisa revela o aumento da pobreza no Brasil

Uma pesquisa feita recentemente pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), mostrou que mais de 116,8 milhões de brasileiros estão vivendo em situação de insegurança alimentar ou passando fome no Brasil.

Ou seja, mais da metade dos brasileiros não estão se alimentando como deveriam, sendo que 19 milhões de pessoas estão passando fome. Isso representa 9% de toda população. Maior taxa desde o ano de 2004.

Quando avaliado por regiões, o nível de segurança alimentar ficou acima dos 60% na região Norte e 70% no Nordeste. A fome esteve presente em 18,1% dos lares do Norte e 13,8% nas casas do Nordeste. Um valor bastante expressivo.

Perfil das pessoas que estão passando fome

Ainda segundo a pesquisa, mulheres de periferia, chefes de família, negras e com baixa escolaridade estão entre o perfil de pessoas extremamente pobres que estão passando fome neste momento.

Para realizar a pesquisa foram entrevistados 2.180 domicílios em todo país entre os dias 5 e 24 de dezembro de 2020. Portanto, é notório que seria necessário um valor maior por parte do governo para acabar com a fome no país.

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