Governo estuda manter o auxílio emergencial até o final de 2020

O auxílio emergencial deverá ser prorrogado pelo governo federal em mais parcelas. Mas mas com um valor menor por parcela. Entenda a seguir.



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Auxílio emergencial

auxílio emergencial

O auxílio emergencial que foi criado para ajudar os profissionais liberais durante a pandemia de coronavírus poderá ser estendido até o final de 2020.

Durante esta semana, alguns representantes do governo federal disseram que a equipe do ministério da economia está estudando a possibilidade de prorrogar o benefício.

Um dos fatores para isso é a permanência da pandemia que parece estar longe de acabar. No entanto a decisão precisa ser avaliada pelo Congresso, contudo a ideia inicial é baixar o valor da parcela para R$ 200.

Prorrogação do auxílio emergencial

Desde o mês de junho a prorrogação do auxílio emergencial está sendo debatida. Até porque, seria naquele mês o pagamento da última parcela do benefício.



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O texto original que foi validado no mês de abril, dizia que o benefício seria ofertado por um período de três meses, sendo ele pago no valor de R$ 600. A sua principal finalidade seria conter os impactos econômicos da pandemia.



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Contudo, foi feita uma nova negociação no mês de junho com o objetivo de estender este projeto. Segundo os defensores da prorrogação do benefício, essa decisão seria responsável por tirar mais de 50 milhões de brasileiros da miséria.

Após muitos debates entre os membros da equipe econômica e do parlamento, foi validada a ampliação do auxílio emergencial, sendo que foi criado então mais duas parcelas de R$ 600.

Portanto, os beneficiários passaram a contar com o auxílio pelos meses de julho e agosto. Porém, se for aprovada a nova prorrogação, ele deverá permanecer até o mês de dezembro.


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Divergências sobre a prorrogação do benefício

Segundo algumas fontes internas do governo, o presidente Bolsonaro se mantém contra a possibilidade de estender o auxílio emergencial até o final do ano.

Para ele, a União não conseguirá obter recursos suficientes para custear as novas parcelas de R$ 600 que acabariam resultando em uma despesa aproximada de R$ 50 bilhões.

No entanto, ele não descarta a possibilidade de prorrogar o auxílio emergencial, mas com um valor menor por parcela, que seria no caso de R$ 200, quantia semelhante ao que é pago aos beneficiários do Bolsa Família.

Contudo, para que o valor do benefício seja reduzido e prorrogado é preciso que o Congresso Nacional apoie essa decisão.

Lembrando que o atual presidente da casa, Rodrigo Maia, é favorável a permanência do auxílio emergencial, deixando claro em algumas entrevistas que manter este pagamento é uma obrigação do governo.

Como grande parte dos parlamentares se mostra favorável a manutenção do benefício no valor de R$ 600, Bolsonaro e Guedes terão certa dificuldade na aceitação da proposta de diminuir o valor do benefício.

Auxílio emergencial poderá render votos na eleição

Apesar de ser contra a prorrogação do benefício por questões fiscais, o presidente Bolsonaro segue atento ao desfecho dessa história, de olho nas eleições de 2022.

Afinal, como esse valor representa dinheiro vivo no bolso da população de mais baixa renda, o presidente estaria ganhando pontos com esse grupo de eleitores.

Dessa forma, como grande parte do eleitorado do presidente é de classe média alta, ampliar a aceitação entre os integrantes da classe mais baixa seria garantir uma eventual vitória nas próximas eleições.

Além disso, como a reforma tributária poderá aumentar os impostos para os mais favorecidos, angariar votos dos menos favorecidos equilibraria a balança eleitoral.

A Caixa Federal, por outro lado diz estar preparada para efetuar a liberação dos pagamentos caso o benefício seja prorrogado.

Já o Ministério da Economia ainda não se pronunciou a respeito do assunto, mas deverá publicar uma nota nos próximos dias.

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