Economia: comércio começa a mostrar leve recuperação

Com o isolamento social, empresas foram obrigadas a fechar as suas portas. A queda na receita foi inevitável. Agora, o mercado sinaliza leve recuperação. Confira.

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Comércio começa a mostrar leve recuperação

economia

Aos poucos a economia do Brasil está retomando. As atividades do comércio registraram em agosto a segunda maior alta do ano.

Quando a pandemia de coronavírus começou, em março deste ano, o comércio foi o segmento mais atingido.

Com a imposição do isolamento social, grandes e pequenos varejos foram obrigados a fechar as suas portas. A queda na receita foi inevitável.

Os meses que vieram na sequência não foram nada animadores para os comerciantes. No entanto, o pior parece ter ficado para trás.

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Como está a situação do comércio?

De acordo com a Serasa Experian, a atividade do comércio registrou a segunda maior alta em agosto. Foi a quarta consecutiva.

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Houve, portanto, uma expansão de 5,3% no comparativo com julho. Isso já considerando os ajustes sazonais. Julho já havia apresentado um crescimento de 4,3%.

O aumento das atividades do comércio em agosto ficou somente atrás de junho que apresentou uma expansão de 14,9%.

Mas a expansão de junho tinha seus motivos. Afinal, havia uma demanda reprimida por conta dos meses anteriores onde tudo ficou fechado.

Luiz Rabi, economista da Serasa Experian, diz que o resultado é bastante importante. Afinal, o setor chegou ao fundo do poço no mês de abril.

Agora a economia está mostrando reação. E o comércio está acompanhando este movimento. Além disso, outros fatores estão colaborando para isso.


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Quais fatores estão colaborando para a retomada da economia?

Para Luiz Rabi, a redução na taxa de juros, as linhas de crédito disponíveis no mercado, a renegociação de dívida, o auxílio emergencial e a melhora na confiança do consumidor são os fatores que estão colaborando para a retomada da economia.

A pesquisa do Serasa Experian ainda aponta que o setor de móveis, eletroeletrônicos e informática foi o que mais cresceu de um mês para o outro, indo de 4,5% em julho para 7% em agosto.

Na sequência veio o setor de materiais de construção, que saiu de 0,7% para 2,7%. Supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas foram de 4,7% para 5,6%.

É importante observar algumas peculiaridades nesse crescimento. O setor de móveis, eletroeletrônicos e informática cresceu mais por conta do aumento do trabalho home office.

Para trabalhar com mais qualidade dentro de casa, as pessoas estão investindo em equipamentos melhores. Até porque, algumas empresas adotaram esse regime de forma definitiva.

O que esperar da economia daqui para frente?

Ainda é muito cedo para saber se a economia irá realmente deslanchar. O relatório Focus desta semana apontou uma projeção de retração de 5,05% no PIB.

Essa é a melhor projeção das últimas 4 semanas. Há um mês, a projeção era de uma queda de 5,46% no PIB anual.

Analistas do mercado financeiro acreditam que 2021 será um ano de crescimento do PIB brasileiro. Dessa forma, o relatório Focus aponta para um crescimento de 3,5% em 2021.

No entanto, tudo dependerá de como a pandemia irá se desenrolar. Afinal, a Europa está com alguns países voltando ao isolamento social.

Esse comportamento da economia mundial tem uma interferência direta na economia brasileira. E esse é um fator determinante para saber como será o crescimento por aqui.

Ademais, caberá também ao governo criar um pacote de medidas que seja capaz de dar estímulo à economia sem romper o teto dos gastos.

Embora o cenário ainda seja incerto, o que está sendo possível notar é que o pior momento ficou para trás. E que de agora em diante, bem ou mal, o Brasil voltará a crescer.

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