A inclusão digital e o desenvolvimento econômico

A inclusão digital ganhou força neste ano de 2020 por conta da pandemia de Covid-19. O processo de digitalização dos bancos, empresas, escolas contribuíram. Entenda.



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Inclusão digital

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A inclusão digital não é um tema novo. No entanto, ele ganhou ainda mais força neste ano de 2020 por conta da pandemia de Covid-19.

O isolamento que foi imposto, fechando escolas e diversos estabelecimentos, mostrou um abismo social ainda mais profundo entre as pessoas.

Aquelas mais incluídas digitalmente se adaptaram melhor e mais rápido. Já os excluídos digitalmente se viram às margens da sociedade.

Dessa forma, o processo de digitalização dos bancos, empresas, escolas e tantos outros segmentos precisa ser seguido de uma profunda inclusão digital.



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O que é a inclusão digital?

Em resumo, a inclusão digital é o conceito de levar acesso à internet para todas as pessoas. No entanto, ele é um pouco mais complexo do que isso.



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Afinal, de que forma levar esse acesso? Por meio de quais aparelhos? Qual será a qualidade desse acesso? Somente acessar a internet é estar incluído digitalmente?

A professora e cientista política da USP, Marta Arretche, analisa que existem dois tipos de usuários na internet: os cidadãos de primeira classe e os cidadãos de segunda classe.

Por cidadãos de primeira classe, entende-se aqueles que conseguem usar a internet de forma ilimitada, realizando atividades complexas, como produção de conteúdos.

Já os cidadãos de segunda classe são aqueles que têm acesso limitado à internet, usando principalmente smartphones e acessando somente redes sociais.

Entender essa divisão é importante. Pois, geralmente, políticos e mercado não fazem essa distinção quando falam em inclusão digital.


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E qual a importância da inclusão digital?

A principal importância da inclusão digital é garantir o acesso à informação para todas as pessoas. Isso inclusive fortalece os pilares da democracia.

Além disso, esse é um fator chave para colaborar para o desenvolvimento econômico de um país. Afinal, sem conhecimento, as pessoas são excluídas de certo modo.

Ainda mais agora, onde muitas escolas estão tendo aulas somente online. Como ficam os alunos sem acesso à internet?

Não estamos falando somente na questão de passar de ano ou não. Mas, sim no próprio desenvolvimento deles como cidadãos.

Eles precisam da educação para se desenvolver e até mesmo para se preparar para o mercado de trabalho. Portanto, as camadas menos favorecidas se viram ainda mais isoladas após a pandemia.

Como incluir a classe E e parte das classes D e C como cidadãos de primeira classe na internet? Encontrar essa resposta fará uma grande diferença no desenvolvimento econômico de longo prazo.

Afinal, essas pessoas incluídas irão consumir conteúdo. Não só isso. Irão gerar conteúdos, movimentando assim o mercado digital ainda mais.

Parcerias público-privado

Pensar em inclusão digital é uma necessidade. E isso envolve todos os agentes, sejam eles públicos ou privados.

Tanto o governo como as empresas precisam pensar em como levar esse acesso ilimitado para as pessoas.

Por exemplo, para os bancos é muito mais vantajoso ter esse público incluído digitalmente. Pense no aumento de contas, uso de serviços, etc.

Temos ainda uma grande população desbancarizada no país. E essa inclusão bancária digital somente pode ser alcançada por meio da inclusão digital em seu sentido mais amplo.

Dessa forma, bancos como Santander, Bradesco, Nubank, em parceria com empresas de comunicação e governo precisam encontrar essa solução, de modo que todos sejam beneficiados.

O desafio está lançado. Queira ou não, já há avanços nesse sentido. Mas ainda há um longo caminho pela frente.

Afinal, como tornar todos os brasileiros, cidadãos de primeira classe na internet? Essa pergunta precisa de resposta.

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