A mudança do comércio. O que esperar do pós-pandemia?

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Essa reflexão certamente não foi feita só por filósofos neste ano de 2020.

Comerciantes, economistas e a própria sociedade civil se questionaram sobre o futuro do comércio após um ano atípico em nossas vidas.

A tecnologia, assim como o crescimento das vendas online, não vem de agora. No entanto, com a imposição do isolamento social, o que era uma tendência tornou-se realidade.

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Com estabelecimentos físicos de portas fechadas, empresários tiveram que correr para mudar o formato do seu negócio.

E fica agora uma pergunta no ar: como será daqui para frente?

a mudança do comércio
Opinião: A mudança do comércio. O que esperar do pós-pandemia? – Imagem: Reprodução / Internet.

O Comércio físico vai acabar?

Para responder essa pergunta vamos voltar um pouco no tempo.

Em 2007 um grupo de empresários, donos de vídeo locadoras, procurou o Sebrae-SP, pois estavam enfrentando dificuldades.

Na ocasião, o grande problema era a pirataria de DVD que estava tirando faturamento do negócio.

No entanto, aquilo era apenas um aviso. Afinal, era evidente que algum site poderia começar a fazer o papel de uma videolocadora.

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Ainda não existia Smartphone. Mas o e-commerce já vinha dando os seus primeiros passos.

Não demorou muito para o surgimento do Netflix e a queda de todo o setor.

Assim como as videolocadoras acabaram, grande parte do comércio físico também vai dizer adeus.

Claro que isso não será de uma hora para outra. Alguns segmentos desaparecerão antes. Outros depois.


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Quais segmentos estão com os dias contados?

O próximo segmento que irá apagar as luzes será o das livrarias. O setor já vem acumulando prejuízos.

A nova geração hoje lê tudo pela internet. Arrisco ir ainda mais além, e dizer que no futuro não teremos mais papel.

A própria didática de ensino será amparada com recursos tecnológicos. Desde cedo as crianças já vão aprender a manusear aparelhos eletrônicos.

Portanto, livraria e papelaria irão desaparecer das ruas. Mas, por outro lado, ganharão força na internet.

A sociedade vai consumir cada vez mais conteúdos. E-books, blogs, portais de notícias receberão um volume cada vez maior de pessoas.

O empresário precisa estar atento nisso. Caso contrário verá o seu negócio ruir.

E o Shopping Center, como fica com a mudança do comércio?

O Shopping Center é mais do que um comércio.

Muita gente vai lá para interagir, passear, bater papo. Portanto é um formato que deve até mesmo crescer.

A Riachuelo, há alguns anos, fechou todas as suas lojas na rua. E manteve somente as lojas em shopping. A rede já estava se atentando para o futuro.

Dessa forma, as grandes lojas deverão adotar o modelo de lojas em shopping e também apostar mais em aplicativos de vendas.

E o setor de bares e restaurantes?

Os donos de bares e restaurantes foram duramente atingidos na pandemia.

Contudo, esse é um setor amplo e peculiar. Os empresários irão apostar mais no delivery. Com aplicativos cada vez melhores.

Porém, as pessoas vão sair depois da pandemia. A interação social vai ser estabelecida. E os bares e restaurantes têm um importante papel nisso.

O que muda para o setor são as medidas de higiene e distanciamento, que deverão ser seguidas.

E os demais segmentos, o que esperar dessa mudança do comércio?

Essa pergunta pode ser respondida com o exemplo da Rihappy e da Magalu.

Ambas mudaram o formato de negócio. A Magalu está investindo pesado no seu Marketplace. Inclusive ampliando os centros de distribuição.

A Rihappy está com 80 pequenas distribuidoras espalhadas pelo Brasil para atender os pedidos feitos pelo App. Antes da pandemia eram 11.

Ou seja, essa é a tendência. As vendas online de roupas, acessórios, brinquedos, eletrônicos vão crescer.

Portanto, o comerciante terá que se reinventar. Apostar nos canais digitais é questão de sobrevivência para eles.

Inclusive para os bancos. E por isso, Santander, Bradesco e outros bancos tradicionais já estão investindo pesado na sua digitalização.

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