Outdoor social: há 8 anos presente nas favelas brasileiras!

A missão da Outdoor Social é realizar transferência de renda através da publicidade. E para isso é preciso conversar com a periferia. Saiba mais a seguir.

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Outdoor social

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Investir em inclusão e ações afirmativas. Esse foi o caminho que fez Outdoor Social andar na contramão da crise. 

Com expectativa de crescer 22% em relação a 2019, a empresa vive um bom momento. O ano está sendo de lançamentos.

Mas, o que justifica tanto sucesso? A verdade é que a empresa encontrou um enorme nicho de mercado: as periferias.

De acordo com dados divulgados em 19 de maio deste ano, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2019 havia 5.127.747 domicílios ocupados, espalhados pelas 13.151 comunidades brasileiras.

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Dessas 13.151 comunidades, a Outdoor Social está presente em 6.200 delas. Ou seja, a empresa tem um enorme potencial de divulgação dentro das favelas.

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E como a Outdoor Social trabalha?

A missão da Outdoor Social é realizar transferência de renda através da publicidade. E para isso é preciso conversar com a periferia. Entender a vida e os costumes deles.

Para alcançar a sua missão, a organização conta com coordenadores locais que analisam os melhores espaços para publicar um anúncio.

Então é feito o contato com moradores e empresários do local para colocar a propaganda. Eles cedem os espaços de forma remunerada.

Com isso há uma transferência de renda. A comunidade ganha com mais dinheiro circulando e acesso ao consumo.

Os empresários ganham aumentando as suas vendas para um grupo bastante considerável de pessoas.

Há, portanto, uma inclusão financeira e social. Afinal, as famílias que recebem o valor da propaganda gastam esse dinheiro na comunidade.

Cria-se, desse modo, um giro econômico maior no local. E por outro lado, membros da comunidade também vão priorizar o consumo nas empresas que lá divulgam. 

O sucesso é tanto que ao longo de oito anos já foram impressos 68.941 painéis. São 31 mil pontos de exibição e mais de 30 mil famílias beneficiadas.

Quais são os desafios enfrentados pela empresa?

Apesar do sucesso, a Outdoor Social ainda enfrenta muita resistência. A principal delas é, portanto, convencer os empresários que a favela é uma potência.

Para isso, a empresa passou a atuar também realizando pesquisas de consumo. O objetivo? Mostrar dados para os empresários. Além de criar uma inserção social.

Até porque a empresa anunciante passa a conversar com a comunidade nos anúncios. E isso é legal porque eles vão estudar alguns hábitos e aprender os costumes locais.

A organização passa então a entender o dia a dia nas favelas brasileiras.

E além da propaganda, essas marcas começam a pensar em ações para melhorar a vida lá.


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Quais são os projetos da Outdoor Social?

O principal projeto da empresa é realizar pesquisas e apresentar o potencial local para as marcas. Inclusive mostrando como é possível ganhar relevância no local.

Na última pesquisa, foi apurado que o potencial de consumo anual gira em torno de R$ 159 bilhões de reais nessas comunidades.

Emília Rabelo, fundadora da Outdoor Social, diz que são 12 milhões de pessoas que vivem nas comunidades e periferias.

Há pessoas das classes C, D e E vivendo lá. É um público que não pode ser desconsiderado. 

Juntas, essas três classes representam 76% das famílias brasileiras. Uma empresa que desconsidera isso perde, portanto, uma grande fatia de mercado.

Além das pesquisas, a empresa lançou neste ano o Nofluxxo: um projeto que oferece wi-fi gratuito em alguns pontos estratégicos da favela.

Esses pontos são mantidos pelos anunciantes, que fazem propagandas nestes locais. Todos saem ganhando.

Por que investir em ações como essa?

Investir em ações como essa é fundamental para empresas que querem realmente abraçar essa fatia de mercado.

Magalu, Johnson & Johnson e tantas outras marcas também estão atuando com ações positivas. O Santander ampliou recentemente o seu financiamento estudantil.

Afinal, o banco acredita no potencial de quem precisa estudar, mas não tem condições para isso. São ações assim que constroem a economia participativa.

Não basta o país crescer. É preciso, acima de tudo, distribuir de forma melhor as riquezas aqui geradas.

E é por meio de ações afirmativas como o da Outdoor Social e do Santander Universidades que isso vai acontecer.

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