Pesquisa do SPC Brasil revela novos dados do desemprego no país

Publicidade
Publicidade

Uma pesquisa do SPC Brasil em parceria com a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) em convênio com o Sebrae revela que os desempregados brasileiros já estão em média há um ano e três meses sem trabalho.

De acordo com a própria pesquisa, 51% dos entrevistados estariam dispostos a receber uma remuneração menor que a do último emprego.

19% deles que disseram estar dispostos a receber uma remuneração menor, o motivo é a necessidade de voltar ao mercado de trabalho. Para outros 18% a necessidade é arrumar o trabalho para pagar as despesas.

Já para outros 13% é mais fácil arrumar boas oportunidades quando se está empregado, e por isso pretendem voltar ao mercado nem que for em uma posição pior inicialmente.

Publicidade

Pesquisa do SPC Brasil aponta para o crescimento da informalidade

Como grande parte dos desempregados estão com dificuldade em se alocar no mercado de trabalho, a grande maioria está buscando na informalidade uma forma de sustento.

Publicidade

Segundo a pesquisa, quatro em cada dez desempregados estão recorrendo à trabalhos informais para garantir o sustento da casa. Desse valor, 19% estão recorrendo à atividades de serviços gerais, 14% à venda de produtos e 13% à venda de comidas.

30% dos entrevistados admitiram, porém, que estão sendo sustentados parcialmente por pais, filhos, amigos ou outros familiares. 8% disseram estar vivendo do seguro-desemprego enquanto que 7% estão usando o fundo recebido da rescisão.

De acordo com a pesquisa, 91% dos desempregados contribuía com as despesas da casa enquanto trabalhava. Isso mostra que a renda bruta nacional sofreu uma retração impactando diretamente na demanda agregada e por consequência no faturamento das empresas.

Desses 91%, 24% eram os principais responsáveis pelo pagamento das despesas enquanto que 29% não eram. 16% eram e ainda são os principais responsáveis, e por essa razão precisam recorrer à outros tipos de trabalho.

Dos entrevistados, somente 15% tem uma reserva financeira capaz de sustentá-los até se alocarem novamente no mercado. Dos que possuem uma reserva, 59% as tem guardadas em poupança e investimento de renda fixa.

Outros 33% disseram que as reservas são o FGTS que possuem e 21% citaram outras fontes de renda. Desses entrevistados, 18% conseguiriam pagar as contas pelos próximos 3 meses, 18% para os próximos 6 meses, 11% para o próximo mês e apenas 11% conseguiriam se manter por um ano sem trabalho.

De acordo com a Pesquisa do SPC Brasil a maior procura é por emprego com carteira assinada

Para 51% dos entrevistados, o emprego com carteira assinada seria o ideal. No entanto, 28% disseram estar dispostos a aceitar qualquer oportunidade independente do formato, ao passo que 8% estão buscando realizar trabalhos autônomos para sobreviver.

Segundo os entrevistados há uma dedicação diária de ao menos 3 horas em busca de trabalho, sendo que 60% dessas pessoas disseram não saber precisar o tempo diário empregado na busca.

Ainda de acordo com a pesquisa, 48% dos entrevistados foram chamados para entrevistas de emprego, sendo que 43% foram chamados para poucas entrevistas ao passo que somente 5% foram chamados para um grande volume de entrevistas. Outros 52% dos entrevistados disseram que sequer foram chamados para entrevistas.

Aos que foram chamados para entrevistas, 43% recusaram alguma proposta de trabalho, sendo que um dos motivos para 12% deles foi a distância e para 9% a baixa remuneração oferecida.


Veja também:


Poucos estão se capacitando para arrumar um emprego

Um dos fatos curiosos da pesquisa é que 78% dos entrevistados não estão se capacitando para aumentar as chances de alocação no mercado. Outros 12% estão fazendo algum curso gratuito enquanto que 6% estão fazendo algum curso pago.

Um outro dado relevante é que o desemprego afeta as pessoas mais vulneráveis, sendo que 61% dos desempregados são mulheres enquanto que 39% são homens. A média de idade dos desempregados é de 33 anos.

A pesquisa também verificou que 95% dos desempregados são das classes C, D e E enquanto que apenas 5% são das classes A e B. Isso mostra que as famílias de baixa renda são as mais afetadas pela crise.

Dentre os desempregados, 59% possuem entre o ensino médio completo e o superior incompleto. Outros 31% não possuem ensino médio completo e apenas 10% têm ensino superior completo.

Um outro dado interessante é que apenas 8% dos desempregados falam outro idioma. 55% deles são solteiros enquanto que 26% são casados. Um pouco mais da metade deles (52%) possuem filhos para sustentar.

Dos entrevistados, 75% têm esperança de se realocar no mercado nos próximos 6 meses. Fora isso, 72% disseram estar preparados para um novo emprego, sendo que 43% acredita ter uma boa experiência profissional.

Um pouco mais otimistas, 33% dos entrevistados acreditam que o desemprego diminuirá neste ano de 2020, já outros 33% acham que vai se manter estável ao passo que 19% acreditam que vai piorar.

Metodologia usada na Pesquisa do SPC Brasil

Para realizar a pesquisa foram ouvidos 604 brasileiros residentes em todas as capitais, com idade igual ou superior a 18 anos, de ambos os sexos e das mais variadas classes sociais.

Dentre os entrevistados foram ouvidos aqueles que embora estejam procurando emprego, estão garantindo o sustento de certa forma na informalidade, bem como aqueles que não estão realizando nenhum tipo de trabalho. Para saber mais detalhes da pesquisa basta acessar o link.

Gostou deste artigo? Deixe o seu comentário, sua sugestão e compartilhe essa notícia com seus amigos nas redes sociais.