Coronavírus: setores que ainda estão contratando em meio a pandemia

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Por conta do coronavírus estamos vivendo uma das maiores crises jamais vista. O desemprego cresce no Brasil e no mundo, embora ainda existam setores que estão contratando em meio a pandemia.

Para se ter uma breve ideia, de acordo com a OIT (Organização Internacional do Trabalho), quase 38% da mão de obra no mundo está desempregada. Isso equivale a 1,25 bilhão de pessoas. A expectativa é que tantas outras venham a perder o emprego nos próximos meses.

No Brasil, onde os efeitos do coronavírus ainda são menores, a economia já começa a sentir os efeitos colaterais das medidas de isolamento social. Apesar de necessário, tal medida vem causando um recesso na demanda.

Porém, na contramão da economia, existem setores que viram a demanda aumentar como o alimentício e o farmacêutico por exemplo. Tais setores estão, dessa forma, contratando em meio à crise.

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Setor de supermercados teve aumento na demanda

Se antes as pessoas estavam se alimentando mais fora de casa, agora essa realidade mudou. E junto dela veio o aumento na procura por produtos nas gôndolas de supermercado que registraram aumento nas vendas.

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Há poucos dias a rede Carrefour abriu 5 mil novas vagas de trabalho temporário para reforçar as operações. Dentre os trabalhos disponíveis estão: operador de loja, auxiliar de perecíveis, agente de prevenção, recepcionista de caixa, padeiro, entre outros.

As vagas apesar de mais concentradas na região sudeste se espalham por 8 capitais de estados brasileiros, dentre elas: São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus, Porto Alegre, Belo Horizonte e Brasília.

A expectativa é que o setor de supermercados permaneça aquecido mesmo durante a pandemia. Afinal, com os bares e restaurantes fechados, resta às pessoas cozinharem mais dentro de casa e buscarem aumentar as compras no supermercado.

A indústria da pandemia de coronavírus

Para dar conta de atender todos os casos de coronavírus houve um aumento de investimentos no setor da saúde. Como consequência os postos de trabalho em áreas indiretamente ligadas à operação de clínicas e hospitais cresceu.

Dessa forma, vagas para manutenção predial, instalação de ar condicionado, cozinheiros, nutricionistas registraram crescimento nesses dias. Isso sem contar os fabricantes de materiais hospitalares e produtos de higiene que estão produzindo mais na crise.

Um outro mercado que cresceu foi o delivery. Devido à esse crescimento houve um aumento na demanda por profissionais da área de tecnologia, designers e programadores para o desenvolvimento de aplicativos.


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Vendedores virtuais em tempos de coronavírus

Um outro segmento que vem crescendo mesmo diante de uma pandemia é o de representante comercial online.

A procura por esses profissionais aumentou em 387% na comparação entre janeiro e março deste ano. No total são 2.517 vagas abertas distribuídas nas áreas jurídicas, telecomunicações, marketing e telemarketing.

A plataforma Infojobs informou para a BBC Brasil que no momento está com 287.695 vagas de trabalho, sendo que dessas, 74.421 são novas vagas. A área de tecnologia de informação lidera o ranking com 6.577 postos de trabalho.

Na sequência vem o setor de saúde com 5.114 vagas, logistica com 3.845 vagas, segurança com 3.636 postos, indústria com 3.122 e transportes com 1.453 postos de trabalho.

Os setores com maior crescimento foram o de saúde com 145% e o de segurança com 85%. O Estado com maior alta na oferta de empregos foi Piaui com 1050% seguido de Ceará com 385%, Paraná 166%, Minas Gerais 136%, Goiás 110% e Rio de Janeiro 102%.

Desemprego deverá crescer no Brasil em 2020

Embora ainda existam setores contratando, a recessão oriunda da pandemia de coronavírus deverá colaborar com o aumento do desemprego no país.

Os trabalhadores informais deverão ser os mais afetados. Ademais, de acordo com o último Boletim Macro do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, a crise deverá afetar de forma desproporcional as micro, pequenas e médias empresas.

Elas terão, portanto, maior dificuldade para lidar com a queda esperada de receitas. Contudo, é preciso salientar que essas são as empresas que mais empregam no país, o que corrobora para o aumento do desemprego.

Apesar do governo ter anunciado recentemente o auxílio emergencial como ajuda aos trabalhadores informais no valor de R$ 600,00, essa iniciativa ainda é tímida e incapaz de colaborar para a manutenção do emprego.

No dia 07 de abril a OIT divulgou um boletim explanando sobre o impacto da crise sobre o mercado de trabalho. Segundo a organização, a resposta dos governos deve se basear em 4 pilares:

  • Estímulo à economia e emprego;
  • Apoio às empresas e manutenção de renda;
  • Proteção dos trabalhadores nos locais de trabalho;
  • Diálogo com diversos setores da sociedade.

O momento exige uma verdadeira transformação econômica e social da sociedade. Caberá aos governos usar a criatividade para achar o caminho para essa crise.

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