Busca por crédito cresceu 13,7% em fevereiro. Por quê?

Em fevereiro de 2021 a busca por crédito cresceu 13,7% em relação ao ano passado. Isso é justificado pelo fim do auxílio emergencial e pela intensificação do distanciamento social. Entenda!



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Crescimento da busca por crédito

busca por crédito

A busca por crédito cresceu 13,7% em fevereiro de 2021 comparado com fevereiro de 2020, de acordo com a Serasa Experian. Isso é um bom sinal? Infelizmente não. O corte no auxílio emergencial e o aumento do desemprego estão fazendo a situação piorar.

Aliado a isso, a pandemia se agravou nesse começo de ano, exigindo do governo novas políticas de restrição que caem como um raio sobre alguns setores da economia. Principalmente da população de mais baixa renda.

Quando analisado somente a população com renda inferior a R$ 500, o aumento na procura por crédito foi de 18,6%. Ou seja, quem está vivendo com menos renda está mais endividado, buscando crédito para aliviar a situação.

O que justifica o crescimento dessa busca ao crédito?

Por que está aumentando a procura por crédito? Primeiro, o povo está sem dinheiro. Acabou o auxílio emergencial e precisam pagar as contas. Os consumidores procuram sempre fontes de recursos mais baratas para pagar dívidas mais caras.



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Portanto, esse crescimento da busca pelo crédito é justificado pela necessidade dos consumidores honrarem os seus compromissos. Ou seja, não é um sinal de que a economia está retomando.



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Luiz Rabi, economista da Serasa Experian, ressalta que o retorno das medidas de distanciamento social em várias regiões, assim como o fim do auxílio emergencial e o contínuo crescimento na taxa de desemprego, fazem aumentar essa procura.

Só para ilustrar, a região Nordeste, que é uma das mais pobres do país, teve um aumento de 25,7% na procura por crédito. Na sequência veio a região Norte com 16,2% e depois o Sudeste com 13,6%.


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Quais são as perspectivas futuras?

Pensar no futuro depende de inúmeros aspectos. E em tempos de incertezas nunca sabemos o que virá. Se tudo correr bem, a população for vacinada e a vacina se mostrar eficaz contra as novas variantes do coronavírus teremos crescimento pela frente.

Afinal, o auxílio emergencial vai voltar, e depois dele o programa Bolsa Família será reformulado. Isso ajudará na recuperação econômica do país. Mas se a vacina atrasar, ou não se mostrar eficiente contra as novas variantes do Covid-19, o cenário pode ser outro.

Ou seja, se precisar intensificar as políticas de restrição, isso vai impactar negativamente no PIB fazendo com que o crescimento seja mais lento. A expectativa de todos é que a vacina consiga controlar a pandemia. Nesse cenário, a reestruturação do Bolsa Família vai ajudar a estimular o consumo no país recuperando o emprego e renda.

A organização financeira é fundamental neste momento

Diante de um cenário de tamanha incerteza, cresce a necessidade da população buscar mais conhecimento sobre educação financeira. Até porque é preciso saber remanejar muito bem o orçamento em um momento como esse.

Saber reduzir os desperdícios, substituir alimentos, ir para uma casa com aluguel mais barato são algumas decisões que podem ajudar a diminuir o endividamento e organizar as finanças domésticas.

Os analistas de mercado, no último Boletim Focus ainda seguem apontando crescimento do PIB para 2021, mas como disse, isso depende muito de como será a vacinação assim como a eficácia da vacina contra as novas variantes do vírus.

Além disso, as projeções para a inflação não são das melhores. Inclusive o Copom elevou a Taxa Selic para 2,75% na última reunião, justamente para tentar conter a pressão inflacionária. Portanto, o poder de compra está mais comprometido.

Em resumo, as classes sociais mais vulneráveis estão sentindo mais a crise nesse momento, por isso é necessário que o governo adote políticas sociais mais efetivas para evitar um colapso ainda maior na economia.

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